O 39 é minha vida.
Bom, todos os natalenses ou simpatizantes, já devem ter percebido, o quão difícil está sendo andar nas ruas da cidade de Natal, seja de Carro, de moto, jegue/jumento/mula, pogobol, patinÊte (como diz minha avó), Patim (como diz minha avó), esquêite (como diz minha outra avó), tenho vertigem (como diz minha avó), a pé e principalmente de Ônibus.
Vamos analisar bem, Natal não tem nem 1 milhão de sobreviventes, não tem nenhum bar de rock e nem tem mais a Velvet Discos na Av. Hermes da Fonseca, além do diminuto tamanho territorial da Noiva do Sol eles ainda cobram o abusivo valor de 1,85, para você ir daqui ali, é pertinho, mas como o apelido cidade já diz, Noiva do Sol, ela tem que ser no mínimo muito quente pra saciar o calor do sol em momentos de aconchego.
Mas o que quero realmente retratar através deste texto, é a rotina de quem pega o ônibus 39 que sai de não sei de onde e pára, ironicamente, na Cidade Esperança, bairro onde existem vários “protestantes” e “prostitutas”. Voltando ao foco, tudo começa ao meio-dia, na parada do grande e tradicional colégio Bereiano, onde as pessoas do ônibus já estão muito bem distribuídas somente no fundo do ônibus, eis que sobem 4 pessoas : Eu, a secretária da agência, e duas velhas. Passando por 300 metros de trânsito até a famigerada linha ser requisitada na parada do Midway, essa sim é a visão do inferno, pessoas se esmurram, pisoteiam uns aos outros, dão cascudos, fazem maldades discretas, dão uma de camaradas para poder subir no ônibus. Enquanto isso, lá atrás, descem 4 e entram 25 pessoas, sendo a maioria estudantes do Cefet, cidadãos padrão e principalmente Velhos e Velhas que totalizam 85% dos que entram no 39. Já organizadas em pilhas humanas, partimos para a parada do BOB’s entram mais 3 pagantes, um vendedor mirim entoando aquele repente/cântico entre os pedintes e mais, é claro, 2 velhos não descendo ninguém do ônibus. No Portugal Center entram mais 5 estudantes do IAP cursos e mais 6 velhos.
Coloco um parágrafo novo para a parada do Contemporâneo porque é uma filial do ponto do Midway Mall, lá entram 8 alunos do contemporâneo, 7 carteiros, e 9 velhos. Minha Rota já esta acabando falta uma parada, a do Machadão, mas antes tem um lindo trânsito no caminho, o trajeto está abastado de 4x4, mostrando que a população masculina de Natal deve ter em média 11,5 cm de pênis ereto no calor, no pobnto em frente ao antigo Ferro Cardoso, hoje Fanec, descem os carteiros e sobem velhos e um deles vende cortador de unhas. A próxima é a minha, faço 358 mini-balizas até me ajeitar para saltar até que o ônibus para, Vou descer, penso eu, mas o motorista distraído não abre minha porta, a minha sorte é que aquela população humilde de velinhos do 39 se mobilizam ao meu favor e entoam o Coro: “Vai DESCEEEEEER!”. A porta se abre, e vou embora.

6 comentários:
hehe, tem que ter sorte... por isso que só ando de new civic!!!
má rapaz... queria ver essa perspicácia toda num onibus indo pra zn, às 6 da tarde. nunca que cê ia decorar quem entra e quem sai pra poder escrever um post, a não ser que fosse descrever os odores né...
woddy allen style.
o transito de natal ta cada dia pior!!!
Ônibus é a imagem do inferno, e tenho dito.
Rapá, sei bem como é isso. Eu não tenho mais esperanças de me livrar dos ônibus dessa cidade. O trânsito é um inferno, as pessoas não tem respeito, mas o jeito é superar, afinal, não tenho dinheiro suficiente para comprar um carro numa cidade em que tudo é pela hora da morte. =S
No meu caso, o carma é o 03. E acredite, não tem ônibus pior do que aquele. Além do que, passo mais de 1h naquela coisa (só em uma viagem).
O que compensa, é ver um mundo que eu jamais veria dentro de um carrinho com ar-condicionado, se é que você me entende. =)
E ótimo texto, muito detalhado. Eu realmente vi seu sofrimento a cada palavra que lia.
=D
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