Doce Sussurro
Muitas vezes você nota uma pessoa sentada num canto, sozinha e abandonada, com sua boca devidamente fechada, sem exercitar o dom da fala, geralmente é tímida ou acabrunhada por alguma desilusão amorosa ou profissional, às vezes ela se exclui por algum motivo, outras, por exclusão social mesmo.
Mas o interessante é a analisar o caso dos excluídos socialmente, na ira de entender o porquê a pobre pessoa é marginalizada, você solidariamente se aproxima na tentativa de saber o que rola por dentro daquele ser, pergunta o nome da pessoa e ela diz: “Fagner”, o fonema FA, do nome do infeliz, deixa escapar um “leve” odor que te faz lembrar a Marginal Pinheiros misturada com a Orla de Ponta Negra, automaticamente você se pergunta: “Meu D’eus onde eu fui me meter?”, um sentimento de pena e auto-flagelo vem à tona e você entende perfeitamente porque a sociedade exclui o sujeito, mas só sendo um sujeito, sujeito. Mas seu sujeito, Ora seu sujeito, sujeito, só sendo um sujeito mesmo, sujeito. Num me agüentei, aquilo tava doendo em mim.
Minha avó dizia aquela mulher tem “fedor de boca”, era a avó da esposa do primo da minha mãe, ela já devia ter seus 78 anos, e vivia sofrendo a exclusão devido a essa mazela, os problemas psicológicos já começavam a afetar a pobre e amarga velhinha. Certa vez, ela estava em uma sala com as paredes de vidro, aí pensou, “Vou lá fora interagir com meus semelhantes.”, doce ilusão, ela não viu que o vidro estava fechado e deu de cabeça no vidro, achando que não tinha nenhum outro obstáculo em seu caminho, deu um suspiro de vergonha no vidro e caiu pra traz com seu próprio veneno.
Há quem sofra de mau-hálito por problemas estomacais, esses estão salvos deste texto, pois vivem em uma sociedade alternativa, secreta e intransponível para quem tem lírios, cravos e hortelã dentro de sua boca. Mas pessoas, limpeza bucal também é uma forma de altruísmo. Analisemos essa afirmação, imaginem uma Madame da alta sociedade decide fazer uma doação de presentes natalinos para as crianças do GACC ou Casa Durval Paiva, ela entrega o mimo ao pueril, e sussurra em baixo tom de voz, “Feliz Natal e um Próspero Ano Novo”, que pesadelo aos espoletinhas que necessitam de carinho e amor, uma frase cheia de vocalizações orais dessa madame, anulou a a boa ação já feita, ou seja, ela não trouxe bem algum a esses jovens. Agora paro por aqui, estou há muito já calado concentrado nesse texto, de repente posso estar sentado acabrunhado por aí.
sábado, 6 de dezembro de 2008
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2 comentários:
faça um texto sobre ''os desgracejos d eminha irma''
=P
Que percepção a sua. Nunca tinha parado pra analisar o hálito das pessoas.rsrsrs
Enfim, também prefiro de menta. =) É complicado, mas a gente acaba excluindo mesmo. Acho que é institivo. Enfim, se fosse o contrário também seríamos excluídos, então não há porque se envorgonhar tanto. Mas que é constrangedor, isso é.
E viva a escova de dente, ao creme dental e ao fio também. Sem contar o sorriso colgate.
=D
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